A família Scribner não imprimiu apenas livros. Eles construíram um império literário americano que sobreviveu por gerações aos seus fundadores. Começando em 1846 como uma sociedade modesta, a empresa evoluiu para Charles Scribner’s Sons, um nome que se tornou sinônimo de letras americanas sérias. Durante quase 150 anos, eles não apenas publicaram; eles definiram o cânone para um país que ainda está descobrindo sua voz.
Tudo começou com um toque presbiteriano. Charles Scribner (1821–1871) foi cofundador da empresa na cidade de Nova York com Isaac D. Baker. Seu catálogo inicial era seco. Filosofia. Teologia. Doutrina presbiteriana. Se você quisesse entender a alma, você comprou da Baker and Scribner. Mas Charles Scribner viu mais longe. Perto do fim de sua vida, ele girou. Ele começou a importar literatura britânica e da Europa continental. Traduções. Reimpressões. Ele sabia que o leitor americano estava faminto por mais do que sermões.
Quando Scribner morreu em Lucerna, Suíça, em 1871, ele deixou a empresa para seus três filhos. John Blair, Charles Jr. e Arthur Hawley Scribner assumiram as rédeas. A verdadeira transformação, porém, pertenceu ao segundo Charles Scribner (1854–1930). Ele presidiu a empresa de 1879 a 1928. Sob sua supervisão, a lista mudou da teologia para os pesos pesados do modernismo.
A Era de Ouro dos Autores Americanos
Por que ainda citamos Scribner? Porque correram riscos com talentos que outros ignoraram. Durante o mandato de Charles Scribner II, a empresa publicou Henry James. Eles enfrentaram George Washington Cable. Eles imprimiram Theodore Roosevelt e George Santayana. Mas foi a ficção que pegou.
Eles lançaram as carreiras de Edith Wharton e Ring Lardner. Mais tarde, eles publicaram Ernest Hemingway. Do outro lado do Atlântico, eles trouxeram Robert Louis Stevenson, Rudyard Kipling e J.M. Barrie ** para as prateleiras americanas. Até John Galsworthy** encontrou um lar lá. Isso não foi acidental. Foi uma estratégia de curadoria das melhores mentes da língua inglesa.
A linhagem não parou com ele. Seu filho, Charles Scribner (1890–1952), assumiu. Depois veio Charles Scribner Jr. (1921–1995). Ele não apenas dirigia a editora. Ele também atuou como presidente da Princeton University Press. Essa gráfica foi fundada em 1905 por seu avô, Charles Scribner (o primeiro). Três gerações. Duas grandes instituições. Um nome de família gravado na história acadêmica e literária.
Periódicos que definiram uma geração
Os livros eram apenas metade da história. Scribner também compreendeu o poder do ensaio serializado. Eles lançaram o Scribner’s Monthly em 1870. Funcionou até 1881. Eles também iniciaram o St. Nicholas em 1873. Durou até 1881. Não eram periódicos de nicho






























